quarta-feira, 9 de outubro de 2013

O poeta esta vivo 

Na última sexta-feira, 04 de outubro, estreou no Teatro NET, no Rio de Janeiro, o musical “Pro dia nascer feliz”. O espetáculo que contou com a direção de João Fonseca, recentemente aplaudido pela montagem “Tim Maia – Vale Tudo” narrou a trajetória de um dos mais célebres e polêmicos astros do rock nacional – Cazuza. 
 Morto em julho de 1990, com apenas 32 anos de idade, após uma intensa luta contra a AIDS, o cantor e compositor eternizou-se através de seu trabalho, diferentemente do que chegou a pressupôs a Revista Veja, em reportagem publicada um ano antes de seu falecimento, deixando um acervo composto por 126 músicas gravadas pelo próprio, 34 por terceiros e mais de 60 inéditas, dentre elas algumas foram lançadas recentemente no disco digital “Agenor – Canções de Cazuza”. 
O musical, que se divide em duas partes – a primeira contando desde a adolescência rebelde do menino Agenor até a descoberta do vírus HIV e a segunda, o tratamento contra a doença e a fase como cantor solo – conseguiu transmitir de forma equilibrada as muitas facetas do artista.
“Se por um lado Cazuza foi um rapaz feliz e apaixonado pela vida, por outro ele tinha uma força destrutiva muito forte dentro dele. E sua personalidade complicada provavelmente tenha o ajudado a morrer mais rápido, pois ele não conseguiu se livrar das drogas, cigarros e álcool”, disse Franciane Gomes, que assistiu ao segundo dia do espetáculo. 
Ao som das mais famosas canções de Cazuza, contou-se a história de um menino “Exagerado”, que queria viver intensamente. Filho único de uma família abastada, nunca soube o que foi ter limites na vida e nem na arte, que levou o grupo de rock de fundo de garagem “Barão Vermelho”aos hits de sucesso, e nos últimos anos de sua vida solidificou-se com um estilo mais romântico e até constador, que fizeram parte de seu disco “O tempo não para”. 

E ele realmente não parou, assim como as canções de Cazuza que até hoje não pararam de tocar, mas podem ser relembradas com saudosismo em “Pro dia nascer feliz”, em uma mescla de drama e muita diversão.

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