quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Serra Pelada

O longa-metragem que narra a história da dupla de amigos Joaquim e Juliano ( Juliano Cazarré e Júlio Andrade), que abandonam a vida na capital paulista para tentar a sorte no garimpo do Pará, em busca de enriquecimento, reflete de forma muito competente a realidade vivida por milhares de homens na década de 80. Misturando imagens da ficção com matérias jornalísticas da época, o filme do diretor Heitor Dhalia consegue passar ao telespectador com êxito a particular realidade do local.

O que parecia impossível de ser retratado, foi feito com precisão em meio a uma trama ficcional e a atuação surpreendente da atriz Sophie Charlotte, que pela primeira vez fez cenas de nudez e sexo mais picantes, e os experientes Matheus Nathergale e Wagner Moura, dentre outros. 

Em meio a muitos tiros, prostituição, abuso de poder e condições sub-humanas de trabalho, onde diariamente morria-se em busca de ouro, o drama mostra como era o dia a dia dos homens nos garimpos e como muitos perderam tudo no mesmo dia, como o homem que fretou um avião para ir sozinho passar a noite na Capital.

Na trama, Joaquim é um professor casado, que deixou a mulher grávida em São Paulo e só pensa em conseguir dinheiro para voltar para sua vida, mantendo-se fiel aos seus valores. Enquanto Juliano, que não deixou nada para trás, acredita que em Serra Pelada “quem não manda é mandado” e após experimentar o gosto do poder corrompe-se facilmente, tornando-se um empresário temido por todos, que não exita em matar.

Estas são apenas algumas características das milhares de pessoas que participaram da busca pelo ouro paraense na década de 80, expondo-se à Malária, à AIDS, num cenário de extrema violência, que aflorava o pior de cada ser humano.

Quem não conhece a história de Serra Pelada não pode perder a oportunidade de assistir e absorver a realidade através da ficção. E quem conhece, certamente vai adorar ver a precisão das cenas e histórias que se confundem com uma época da história brasileira.

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Num mato sem cachorro

Quem curte comédia romântica, e gosta de animais, não pode deixar de assistir ao longa “Num mato sem cachorro”. Essa seria a frase perfeita para sintetizar a situação em que o personagem de Bruno Gagliasso se meteu após ser abandonado pela namorada Zoé, vivida pela atriz Leandra Leal, e ainda raptar seu cãozinho Guto.

Bruno que desde o início da carreira vem arrancando suspiros das fãns por sua beleza, incorporou seu personagem, o desengonçado Deco, que dificilmente seria paquerado nas ruas. “Ele parece que conseguiu até ficar feio, de tão atrapalhado.”, diz Ercília dos Santos. “O filme é bem divertido, o elenco é bom, mas quem arrancou risadas do público, na verdade, foi Danilo Gentili”, acrescenta Adriana Santos.

Leve, e bem divertido, “Num mato sem cachorro” é , sem dúvida, uma boa opção para quem quer relaxar após um dia intenso de trabalho. Confira!

Qualidade de Vida

Cada vez mais em alta a busca pela qualidade de vida vem sendo, atualmente, quase que uma obsessão. Alimente-se bem, tenha hábitos saudáveis, pratique esportes, aproveite o seu tempo livre, durma ao menos oito horas por noite, cuide de sua mente, busque seu equilíbrio...

Tudo isso é maravilho e realmente deve ser aplicado em nosso cotidiano, mas esquecem-se de dizer que o dia tem apenas vinte e quatro horas, e além de tudo isso, a maioria das pessoas ainda precisa cuidar da casa, dos filhos, ir ao supermercado, dar atenção ao marido ou esposa, trabalhar, especializar-se profissionalmente, entre inúmeras outras coisas. E em meio a toda essa rotina o celular não para de tocar; o trânsito não anda, fazendo-nos perder horas em nossos deslocamentos; e todos os lugares parecem sempre estarem lotados, com filas intermináveis. Enfim, como ter qualidade de vida em meio a todo esse caos em que vive o homem moderno?

É exatamente sobre isso que a atriz Alexandra Richter trata de forma muito bem-humorada peça “Minimanual de Qualidade de vida”, em cartaz no Teatro dos Grandes Atores, no shopping Barra Square. Por isso, se você também concorda que 24 horas é pouco para cumprir com todos os compromissos diários, e ainda, com qualidade de vida em meio a toda essa loucura é quase uma caça ao tesouro, não deixe de assistir ao espetáculo.

Alexandra pode até não ter resposta para todas as questões levantadas pelo Manual, mas certamente revela um dos maiores segredos para viver com qualidade: não se estresse por pouca coisa!

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

O tempo e o vento

O longa dirigido por Jaime Monjardim baseado no texto de Èrico Veríssimo, “O Tempo e o Vento”, está em cartaz nas principais salas de exibição da cidade desde a última sexta-feira, e pode ser, sem dúvida, considerada mais uma grande produção do cinema nacional, que ultimamente não para de lançar novos títulos.

Como não poderia deixar de ser, Fernanda Montenegro rouba a cena, acrescentando uma forte carga emocional ao longa, enquanto conta a trajetória da linhagem da família de sua personagem – Bibiana Terra. Já seu par romântico, Thiago Lacerda, apesar do bom desempenho apresentado na interpretação de Rodrigo Camará, ainda fica muito aquém de sua colega de cena.

Outro ponto desfavorável para Thiago foram as semelhanças de seu personagem com Giuseppe Garibaldi, vivido na minissérie da TV Globo, “A Casa das sete mulheres”, reprisada recentemente no canal VIVA. Mesmo com cabelos curtos e bigodes, em inúmeras cenas o público ainda confunde os dois guerreiros interpretados por ele.

“O Tempo e o Vento” foge totalmente da linha de comédia da maior parte das recentes produções do cinema nacional. O filme tem retórica lenta e dramática, mas certamente vai emocionar aos que se identificam com romances de época.

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Eu amo baile funk
Quem curtiu a primeira geração do funk nacional e gosta de relembrar os velhos tempos, uma boa pedida pode ser ir hoje ao Barra Music, a partir das  23h, assistir a mais uma edição de "Eu amo baile funk". A festa será comandada por Latino e muitos outras atrações que prometem animar a noite inteira.

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

O poeta esta vivo 

Na última sexta-feira, 04 de outubro, estreou no Teatro NET, no Rio de Janeiro, o musical “Pro dia nascer feliz”. O espetáculo que contou com a direção de João Fonseca, recentemente aplaudido pela montagem “Tim Maia – Vale Tudo” narrou a trajetória de um dos mais célebres e polêmicos astros do rock nacional – Cazuza. 
 Morto em julho de 1990, com apenas 32 anos de idade, após uma intensa luta contra a AIDS, o cantor e compositor eternizou-se através de seu trabalho, diferentemente do que chegou a pressupôs a Revista Veja, em reportagem publicada um ano antes de seu falecimento, deixando um acervo composto por 126 músicas gravadas pelo próprio, 34 por terceiros e mais de 60 inéditas, dentre elas algumas foram lançadas recentemente no disco digital “Agenor – Canções de Cazuza”. 
O musical, que se divide em duas partes – a primeira contando desde a adolescência rebelde do menino Agenor até a descoberta do vírus HIV e a segunda, o tratamento contra a doença e a fase como cantor solo – conseguiu transmitir de forma equilibrada as muitas facetas do artista.
“Se por um lado Cazuza foi um rapaz feliz e apaixonado pela vida, por outro ele tinha uma força destrutiva muito forte dentro dele. E sua personalidade complicada provavelmente tenha o ajudado a morrer mais rápido, pois ele não conseguiu se livrar das drogas, cigarros e álcool”, disse Franciane Gomes, que assistiu ao segundo dia do espetáculo. 
Ao som das mais famosas canções de Cazuza, contou-se a história de um menino “Exagerado”, que queria viver intensamente. Filho único de uma família abastada, nunca soube o que foi ter limites na vida e nem na arte, que levou o grupo de rock de fundo de garagem “Barão Vermelho”aos hits de sucesso, e nos últimos anos de sua vida solidificou-se com um estilo mais romântico e até constador, que fizeram parte de seu disco “O tempo não para”. 

E ele realmente não parou, assim como as canções de Cazuza que até hoje não pararam de tocar, mas podem ser relembradas com saudosismo em “Pro dia nascer feliz”, em uma mescla de drama e muita diversão.

terça-feira, 4 de junho de 2013



Somos tão jovens

O filme sobre o músico Renato Russo “Somos tão jovens” já levou mais de um milhão de pessoas ao cinema, emocionando espectadores e recebendo diversas críticas de fãs que esperavam assistir a uma história mais completa sobre a vida do artista. “Pensei que fosse ser mais completo, assim como o do Cazuza, que narrou toda a trajetória até a morte do ídolo”, disse o estudante Vinícius de Moraes.

Além disso, o longa também não foi fiel à realidade, utilizando, por exemplo, a personagem fictícia de Aninha para representar a importância de algumas grandes amigas na vida do artista. “Aninha é a amálgama de várias pessoas importantes na vida de Renato”, disse o roteirista Marcos Bernstein à Folha de São Paulo. 

Outras cenas como a do show na Festa do Milho de Pato de Minas também fugiram da realidade, pois durante o evento o legião tocou “Musica Urbana 2”, em vez de “Que país é esse”, e foram levados após a apresentação para a delegacia de polícia da cidade, onde ficaram detidos por cerca de duas horas. “Fui assistir ao filme para saber mais sobre a história da banda. Não achei legal fugirem da realidade como fizeram”, criticou a publicitária Cristiane Dantas. 

Porém, apesar desses fatos, não se pode dizer que não houve um comprometimento do diretor Antônio Carlos da Fontoura com a realidade, visto que passou meses entrevistando parentes e amigos de Renato Manfredini Jr, o Renato Russo, para compreender um pouco mais sobre esse grande ídolo do rock nacional.

Fiel ou não o fato é que “Somos tão jovens” vêm emocionando o Brasil. “É um grande filme. Não havia tempo para contar tudo, então se focou no que era mais importante. E no fim saiu com certeza uma grande obra poética”, defendeu a pediatra Thamara Avelar.

segunda-feira, 3 de junho de 2013



Se Beber não Case

Minha programação do último sábado foi ir conhecer a sala “De Luxe” da rede UCI de cinema, no New York City Center e, claro, assistir ao tão esperado lançamento de “Se Beber não Case – Parte III”.

O local tem como ponto alto uma charmosa antessala privativa para seus clientes VIP. Porém, apesar de bastante confortável, em minha opinião, fica aquém dos cinemas do Shopping Rio Design Barra e, principalmente, do Village Mall no quesito poltrona. 

O cardápio também é sofisticado e variado. Infelizmente não tinha bolinho de aipim, mas os pastéis e as pipocas (salgada e doce) estavam excelentes, assim como a carta de vinho. 

Quanto ao filme, não posso dizer que foi ruim, mas apesar de contar com a direção de Todd Phillips, assim como os outros, o longa possui uma estrutura diferente dos roteiros anteriores. 
Para começar, o foco não é mais em um casamento, nem a história começa a ser contada no dia seguinte de uma noite alucinante. Em vez disso, acompanha-se um enredo previsível, que não consegue arrancar muitas risadas da plateia.

Desta vez a história é bem diferente. Com a morte do pai de Alan, o grupo de amigos se reúne para levá-lo a uma clínica de tratamento, mas durante o deslocamento são surpreendidos por Marshall, que teve seu ouro roubado pelo colega de bandidagem Mr. Chow. Certo de que o barbudo mantêm contato com o chinês, a gang de Marshall sequestra Doug e dá ao grupo a missão de encontrar Chow e o ouro, se quiserem ver o cunhado de Alan novamente. 

Utilizar uma nova receita poderia até ser interessante, pois todos já sabem como o tradicional enredo costumava transcorrer. Porém, a falta de acontecimentos absurdos e pândegos acabou deixando o longa bem menos apimentado que os antecessores. 

Como toda a trilogia “Se beber não case” perdeu nesse último filme um pouco do tempero que tornou a sequência milionária, mas ainda assim ao final deixa no ar a possibilidade de mais um longa contando sobre a festa de casamento de Alan, onde todos ficaram enlouquecidos com o bolo dos noivos, presenteado pelo traficante Chow.

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Abriram as portas do hospício



Como essa é a primeira postagem do blog, escolhi como tema a peça teatral “Terapia do Riso 3 – Loucos a Solta”, em cartaz no Teatro Miguel Falabella. Apesar de não ter sido a mais recente que eu assisti, foi sem dúvida a melhor delas. Então vamos começar escrevendo uma crítica positiva. Deixo para as postagens seguintes as duas outras que compareci nos dois últimos finais de semana, mas infelizmente não achei tão engraçadas assim. Afinal, como comédias que são, acho que o objetivo é arrancar boas risadas da plateia.
         Sinceramente nem estava muito empolgada para assistir à esse espetáculo, pois há alguns anos vi “Terapia  do Riso 1” e não gostei muito, mas fui...e ADOREI!!! Ela é dividida em pequenos quadros, em que os atores Hellen Suque, Israel Linhares e Bia Guedes interpretam diferentes e bem-humorados personagens, que assim como o público, são pacientes de uma clínica psiquiátrica.
         Realmente é uma terapia para aqueles dias em que se quer esquecer os problemas e dar boas gargalhadas. Vale à pena assistir !!!

Serviço
Teatro Miguel Falabella
Sextas e Sábados às 23h
Domingo às 21h 30m
Duração: 60m
Ingresso: R$ 40 ( apresentando flyer impresso em WWW.terapiadoriso.art.br ganha 50% de desconto)