Somos tão jovens
O filme sobre o músico
Renato Russo “Somos tão jovens” já levou mais de um milhão de pessoas ao
cinema, emocionando espectadores e recebendo diversas críticas de fãs que esperavam
assistir a uma história mais completa sobre a vida do artista. “Pensei que fosse
ser mais completo, assim como o do Cazuza, que narrou toda a trajetória até a
morte do ídolo”, disse o estudante Vinícius de Moraes.
Além disso, o longa também
não foi fiel à realidade, utilizando, por exemplo, a personagem fictícia de
Aninha para representar a importância de algumas grandes amigas na vida do
artista. “Aninha é a amálgama de várias pessoas importantes na vida de Renato”,
disse o roteirista Marcos Bernstein à Folha de São Paulo.
Outras cenas como a do show
na Festa do Milho de Pato de Minas também fugiram da realidade, pois durante o
evento o legião tocou “Musica Urbana 2”, em vez de “Que país é esse”, e foram
levados após a apresentação para a delegacia de polícia da cidade, onde ficaram
detidos por cerca de duas horas. “Fui assistir ao filme para saber mais sobre a
história da banda. Não achei legal fugirem da realidade como fizeram”, criticou
a publicitária Cristiane Dantas.
Porém, apesar desses fatos,
não se pode dizer que não houve um comprometimento do diretor Antônio Carlos da
Fontoura com a realidade, visto que passou meses entrevistando parentes e
amigos de Renato Manfredini Jr, o Renato Russo, para compreender um pouco mais
sobre esse grande ídolo do rock nacional.
Fiel ou não o fato é que “Somos
tão jovens” vêm emocionando o Brasil. “É um grande filme. Não havia tempo para
contar tudo, então se focou no que era mais importante. E no fim saiu com
certeza uma grande obra poética”, defendeu a pediatra Thamara Avelar.