terça-feira, 4 de junho de 2013



Somos tão jovens

O filme sobre o músico Renato Russo “Somos tão jovens” já levou mais de um milhão de pessoas ao cinema, emocionando espectadores e recebendo diversas críticas de fãs que esperavam assistir a uma história mais completa sobre a vida do artista. “Pensei que fosse ser mais completo, assim como o do Cazuza, que narrou toda a trajetória até a morte do ídolo”, disse o estudante Vinícius de Moraes.

Além disso, o longa também não foi fiel à realidade, utilizando, por exemplo, a personagem fictícia de Aninha para representar a importância de algumas grandes amigas na vida do artista. “Aninha é a amálgama de várias pessoas importantes na vida de Renato”, disse o roteirista Marcos Bernstein à Folha de São Paulo. 

Outras cenas como a do show na Festa do Milho de Pato de Minas também fugiram da realidade, pois durante o evento o legião tocou “Musica Urbana 2”, em vez de “Que país é esse”, e foram levados após a apresentação para a delegacia de polícia da cidade, onde ficaram detidos por cerca de duas horas. “Fui assistir ao filme para saber mais sobre a história da banda. Não achei legal fugirem da realidade como fizeram”, criticou a publicitária Cristiane Dantas. 

Porém, apesar desses fatos, não se pode dizer que não houve um comprometimento do diretor Antônio Carlos da Fontoura com a realidade, visto que passou meses entrevistando parentes e amigos de Renato Manfredini Jr, o Renato Russo, para compreender um pouco mais sobre esse grande ídolo do rock nacional.

Fiel ou não o fato é que “Somos tão jovens” vêm emocionando o Brasil. “É um grande filme. Não havia tempo para contar tudo, então se focou no que era mais importante. E no fim saiu com certeza uma grande obra poética”, defendeu a pediatra Thamara Avelar.

segunda-feira, 3 de junho de 2013



Se Beber não Case

Minha programação do último sábado foi ir conhecer a sala “De Luxe” da rede UCI de cinema, no New York City Center e, claro, assistir ao tão esperado lançamento de “Se Beber não Case – Parte III”.

O local tem como ponto alto uma charmosa antessala privativa para seus clientes VIP. Porém, apesar de bastante confortável, em minha opinião, fica aquém dos cinemas do Shopping Rio Design Barra e, principalmente, do Village Mall no quesito poltrona. 

O cardápio também é sofisticado e variado. Infelizmente não tinha bolinho de aipim, mas os pastéis e as pipocas (salgada e doce) estavam excelentes, assim como a carta de vinho. 

Quanto ao filme, não posso dizer que foi ruim, mas apesar de contar com a direção de Todd Phillips, assim como os outros, o longa possui uma estrutura diferente dos roteiros anteriores. 
Para começar, o foco não é mais em um casamento, nem a história começa a ser contada no dia seguinte de uma noite alucinante. Em vez disso, acompanha-se um enredo previsível, que não consegue arrancar muitas risadas da plateia.

Desta vez a história é bem diferente. Com a morte do pai de Alan, o grupo de amigos se reúne para levá-lo a uma clínica de tratamento, mas durante o deslocamento são surpreendidos por Marshall, que teve seu ouro roubado pelo colega de bandidagem Mr. Chow. Certo de que o barbudo mantêm contato com o chinês, a gang de Marshall sequestra Doug e dá ao grupo a missão de encontrar Chow e o ouro, se quiserem ver o cunhado de Alan novamente. 

Utilizar uma nova receita poderia até ser interessante, pois todos já sabem como o tradicional enredo costumava transcorrer. Porém, a falta de acontecimentos absurdos e pândegos acabou deixando o longa bem menos apimentado que os antecessores. 

Como toda a trilogia “Se beber não case” perdeu nesse último filme um pouco do tempero que tornou a sequência milionária, mas ainda assim ao final deixa no ar a possibilidade de mais um longa contando sobre a festa de casamento de Alan, onde todos ficaram enlouquecidos com o bolo dos noivos, presenteado pelo traficante Chow.